BaresCerveja ArtesanalchurrascoNegóciosQual a origem da IPA?

13 de junho de 2019by Lucas0

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É incontroverso que foi na Inglaterra que a Indian Pale Ale foi elaborada originalmente.  É uma cerveja potente, com grande concentração de lúpulo, que lhe confere mais amargor, uma cor entre o dourado e o cobre, com teor alcoólico entre 5,5 a 7,5%, contudo, refrescante e agradável ao paladar, o que a torna fácil de ser ingerida.

A história, no mais das vezes contestada como se fosse apenas lenda, é que os ingleses a fabricaram com mais lúpulo e álcool buscando que, durante as viagens de navio mais longas, como as que iam para a Índia, esse tipo de cerveja se mantivesse inalterada, principalmente em razão das propriedades conservantes do lúpulo.

A técnica de aumentar a carga de lúpulo e teor alcoólico das cervejas para que sobrevivessem por longos períodos, já era utilizada naquela época para a fabricação das “October Ale”, produzidas em outubro e feitas para maturar por longos períodos em adegas. Diante disso, conclui-se que a IPA não tenha sido a pioneira a utilizar esse conhecimento, mas certamente, foi nele que se baseou sua criação.

Os ingleses já foram um dos maiores conquistadores e colonizadores do mundo inteiro e as viagens longas não se destinavam somente à Índia, mas a outros continentes onde mantinha países como suas colônias, a exemplo de Jamaica, Canadá, Nigéria, Paquistão, Estados Unidos, Austrália, África do Sul, dentre outros.

Havia constante troca cultural e de produtos entre a Inglaterra e suas colônias, o que gerou além da propagação da língua inglesa pelo mundo, a exportação de bebida e a identificação com o sabor delas.

Ingleses das mais diversas profissões, que escolheram a aventura de viver na Índia, deixando tudo para trás na Inglaterra, mantiveram seus gostos por cervejas britânicas, importando-as do império, já que com o calor local era praticamente impossível produzi-las.

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As cervejas eram vendidas sem marca específica, como arroz ou açúcar. Mas, apesar da falta de evidências de que tenha criado a IPA, a partir de 1790, a cerveja produzida pela londrina Hodgson foi a cerveja mais consumida na Índia.

Novas tecnologias difundidas no final do século XIX, como a refrigeração, permitiram que cervejas fossem produzidas em locais mais quentes, culminando com queda da popularidade da IPA a favor do consumo das Lagers, extremamente refrescantes.

A Inglaterra manteve-se fiel à produção das Ales, direcionada mais ao consumo local, porém no final do século XX, a fabricação foi adaptada à baixa fermentação de uma Índia Pale mais leve, com teor alcoólico mais baixo, em torno de 4% e com menores cargas de malte e lúpulo que a caracterizaram nos primórdios da fabricação.

Foi apenas recentemente, com a explosão da Beer Revolution nos anos 80 e 90, que cervejeiros americanos artesanais e caseiros tentaram recriar a clássica IPA, receita do irlândes Peter Ballantine – Imigrante escocês nos EUA em 1830, cuja receita era muito fiel à original, proporcionando o resgate do estilo. A utilização dos lúpulos americanos enriqueceu os sabores e aromas da IPA, apresentando características mais intensas, como conhecemos hoje.

As IPAs estão na linha de frente da revolução de cervejas artesanais no Brasil e Estados Unidos, sendo atrativas pelo seu sabor intenso, mas também por serem leves e refrescantes. Algumas cervejarias produzem não só uma, mas uma grande variedade de IPAs, variando o teor alcoólico, dulçor/corpo, mas principalmente a variedade de lúpulo usada.

Todos eles seguem a base original do estilo, mas apresentam características própria, como por exemplo:

American IPA: presença de lúpulos do novo mundo e americanos é evidente, tanto no aroma intenso quanto no sabor frutado leve, cítrico e resinoso, com presença média a baixa de malte, sua cor varia doo dourado ao cobre, brilhante e límpida. Espuma quase branca.

White IPA : Uma invenção Americana com o cruzamento entre uma Witbier  e uma IPA;  frutada, condimentada e refrescante como a American IPA mas com uma cor mais clara, do amarelo palha ao dourado; aroma moderados de banana, cítricos e, às vezes, damasco ou especiarias como coentro, pimenta; geralmente turva com densa e persistente formação de espuma branca moderada.

Black IPA: Nos EUA, popularizou-se no Noroeste do Pacífico e no sul da Califórnia a partir do início e meados dos anos 2000. Aroma moderado a elevado aroma de lúpulo, a maioria com um caráter de frutas de caroço, de frutas tropicais, cítrico, resinoso, muito baixo a moderado aroma de malte escuro, que pode incluir, opcionalmente, notas suaves de chocolate e café ou tostado. Boa formação de espuma, de cor bege escuro a bronzeado que deve persistir.

West Coast IPA:  A West Coast IPA é um estilo em que a cerveja recebe enormes cargas de lúpulos cítricos americanos, possuem amargor intenso e alta carbonatação, para permitir uma maior difusão do seu aroma arrebatador. Importa notar também que o teor alcoólico vai um pouco além da média, girando em torno de 7% ABV.

East Coast IPA: As IPAs da costa leste americana são mais parecidas com as English IPAs, pois há um maior equilíbrio entre o malte e o amargor. O surgimento delas foi uma espécie de resposta para o estilo West Coast IPA, que até então dominava o cenário cervejeiro artesanal nos EUA.

No Brasil, a Zehn Bier, com sede em Brusque/SC, produz uma cerveja IPA artesanal de altíssima qualidade, com o típico estilo inglês, com aroma de lúpulo moderadamente alto, de natureza floral e cor âmbar alaranjado e leve turbidez devido ao dry doppping.

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